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Benvindos Freguesia de Quinta do Anjo

História

Elevada, no âmbito da organização administrativa do Estado Português, ao Estatuto de Freguesia em 10 de Fevereiro de 1928, possui uma dimensão rural e de indústrias transformadoras relacionadas com este sector primário - particularmente a queijaria, a padaria e a vinicultura - de grande importância económica e cultural tanto para a Freguesia como para toda a Região.

O Largo da Igreja e da Sociedade de Instrução Musical são o centro social da aldeia, onde decorrem os grandes eventos e festas locais. Na Quinta do Anjo a devoção religiosa é muito grande sendo celebrada ininterruptamente, desde 1756, a Festa de Todos os Santos, a 1 de Novembro, como agradecimento pela salvação da localidade aos estragos do terramoto do ano anterior. 

A Sociedade de Instrução Musical é um pólo de cultural, de formação musical e cívica desde a sua fundação, em 1921, sendo de salientar a beleza da sua sede em estilo romântico.

A parte mais antiga da Quinta do Anjo, provavelmente com ocupação desde a pré-história, é composta por núcleos de casas baixas, com pátios onde tradicionalmente se guarda o gado ovino e caprino e onde se situam algumas das queijarias. O seu nome provém da enorme quantidade de vinhas que circundavam as habitações e que, noutros tempos, constituíam a par do pastoreio a única forma de subsistência das populações locais.

Quinta da Fonte do Anjo

Diz a lenda que a fonte existente nesta quinta foi protegida por "um anjo bom armado de espada, portanto S. Miguel", da tentativa de envenenamento pelas forças do mal salvando, assim, as populações que dela viviam. A imagem de pedra e cal que lá existia do anjo armado de espada pisando o dragão esboroou-se em 1985, estando a própria fonte quase seca devido ao abaixamento dos níveis freáticos. 

A Quinta do Anjo acabou por dar o nome a toda povoação que se desenvolveu ao seu redor.

No alto da Serra do Louro erguem-se os moinhos de vento que, num passado não muito distante, constituíam uma importante indústria de transformação de cereais. A força do vento embate nas velas abertas, fazendo rodar um eixo, que por sua vez transmite a rotação a uma pedra calcária que roda sobre uma outra fixa. Estas pedras, denominadas "mós", recebem entre elas os grãos de cereal, transformando-o em farinha.

Um dos mais importantes vestígios da pré-história é um conjunto de quatro grutas artificiais, escavadas na rocha, que serviram de sepulcro colectivo para os povos da região durante cerca de 1000 anos no Período Calcolítico (Idade do Cobre). O morto era colocado – na posição fetal, acompanhado de um conjunto de cerimoniais e oferendas – dentro da sepultura que, pela sua configuração, imitava um ventre materno, simbolizando este acto um voltar à origem da vida e um tributo à fertilidade.

As quatro grutas artificiais da Quinta do Anjo são monumentos funerários de características únicas, integráveis no Neolítico Final (há cerca de 4500 anos) e que continuaram a ser utilizadas como locais de enterramento colectivo durante a Idade do Cobre.

Foram escavadas na rocha formando compartimentos de tendência circular, aos quais se acede por um corredor e por uma antecâmara. 



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